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sexta-feira, 2 de março de 2012

Em breve... Matérias sobre o Concorde...E mais curiosidades para 2012...

O blog "Gosto nas Alturas" entrará em férias neste mês de março até o próximo mês de abril em busca de novas reportagens curiosas para todos os nossos leitores, em missão de chegar aos 30 mil acessos até o mês de dezembro deste ano... Abaixo posto algumas fotos retiradas da internet, adiantando o que iremos contar neste ano trazendo surpresas e mais informações...

O Concorde: Histórias, curiosidades, serviços...

Concorde em exposição no museu da Boeing em Seattle- Estados Unidos


Esquema de serviço de bordo para o Concorde da British Airways.


Serviço de bordo da Air France servido no Concorde.

Concorde em exposição em Nova Iorque - Estados Unidos.

Coletânea de fotos da chegada do Concorde da British Airways em Seattle para o museu da Boeing.

Serviço de bordo da British Airways para o Concorde.

Foto clássica do Concorde da British Airways.
Típico assento no Concorde...
Principais rotas realizadas pelo Concorde nos anos 70, incluindo o Rio de Janeiro.

O Trem de Prata: Curiosidades deste trem de luxo servindo São Paulo ao Rio nos anos 90...

O Trem de Prata: Glamour nas viagens ferroviárias volta a ligar SP/Rio nos anos 90... Foto de Latuff em 2005.

Trem de prata estacionado na estação da Barra Funda, em São Paulo.

Vagão Guarujá, em serviço para o Trem de Prata...

Varig: Histórias do serviço de bordo da pioneira...

Menu da Primeira Classe da pioneira nos "aureos tempós"...


Serviços assim... Nunca mais...

Típica comissária da Varig nos anos 50.
 
Antiga cozinha  (catering) da Varig na Ilha do Governador, Rio de Janeiro.
Antigo kit oferecido aos clientes da classe econômica da Varig.


A aviação de hoje: Reportagens inéditas e reproduções do que está acontecendo nos serviços à bordo...

Por isso que os leitores não podem perdem estas e outras histórias, sempre no blog www.gostonasalturas.blogspot.com! Até lá!

Hospitais oferecem quartos vips para pacientes

Olá a todos nossos leitores... Hoje postarei uma matéria sobre a hotelaria hospitalar, que já é empregada em muitos hospitais de São Paulo... Se você não entender o que é hotelaria hospitalar, leia a matéria abaixo publicada pela revista Veja São Paulo, em maio de 2010. Estamos em 2012, e ainda há muitas coisas a fazer nessa área...

Com serviços comparados a hotéis cinco estrelas, diárias chegam a custar 1500 reais...

A suíte master de 75 metros quadrados do Hospital São José: sacada com vista para um bosque.

Assim que o tucano Alberto Goldman assumiu o governo do estado, sua equipe recebeu uma tarefa que exigia a máxima discrição. Apenas dez dias após a posse, o político de 72 anos precisaria se submeter a uma cirurgia na próstata.

Para garantirem que a internação do governador ocorresse de forma tranquila e sigilosa, seus assessores recorreram ao médico Miguel Srougi, diretor do Instituto de Urologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Depois de escolher a sala de operação e convocar seus melhores auxiliares, o experiente cirurgião acionou a equipe de hotelaria do hospital, que reservou para Goldman a suíte 1301 do bloco B. Com 76 metros quadrados — o tamanho de um apartamento de dois dormitórios de classe média —, ela tem varanda com vista panorâmica e veneziana que se fecha automaticamente em caso de ventos mais fortes, além de uma antessala destinada a assessores e seguranças. Goldman e seus acompanhantes podiam escolher entre três opções de cardápio. Se faltasse algo no frigobar, uma sorridente copeira adentrava o espaço com frutas, sucos e iogurtes. Nas chamadas áreas vips de hospitais paulistanos, os pacientes, ilustres ou não, são tratados a pão de ló.

Conhecido por ter uma das melhores UTIs neonatais do Brasil, o Hospital e Maternidade Santa Catarina conta com quatro suítes do tipo AAA, em que um dia de internação custa, em média, 1 044 reais (o equivalente a uma diária no hotel cinco estrelas Unique). Cada uma delas tem duas entradas: uma dá acesso ao quarto e a outra à sala de espera e à cozinha, equipada com forno de micro-ondas, pia e frigobar. Durante todo o período de internação, pacientes e familiares dispõem de atendimento psicológico sem custos. Antes do parto, as gestantes podem relaxar tomando um banho de banheira ou fazendo uma massagem. Depois que o nenê nasce, elas se arrumam para receber as visitas contratando os serviços de cabeleireiro e manicure. Mas atenção: todas as despesas correm por conta da família, pois a ala vip do Santa Catarina não tem cobertura de planos de saúde.

De acordo com Caio Soares, diretor médico da empresa de seguro-saúde Omint, utilizada por 90 000 pessoas, que pagam mensalidades de até 8 000 reais, esses serviços luxuosos ajudam a cativar novos clientes. “Para fazerem frente à fama do Sírio-Libanês e do Albert Einstein, alguns hospitais investem pesado em hotelaria”, explica. “A ideia é reproduzir as condições de conforto que o paciente teria em sua casa.” No caso do Hospital do Coração (HCor), esse cuidado é estendido aos acompanhantes. Morador da cidade de Gurupi, no Tocantins, o radialista João Evangelista Narciso sentiu-se sem rumo quando sua mulher, a psicopedagoga Glória, teve de ser transferida para São Paulo e passar por uma delicada cirurgia cardíaca. Ao recepcionar o casal no HCor, a concierge Bruna Brito de Andrade percebeu o desespero do ex-locutor do programa ‘A Voz do Brasil’ e se ofereceu para ajudar. “Primeiro, chamei um padre, porque dona Glória queria se confessar antes da cirurgia”, conta. “Em seguida, liguei para o hotel Mercure e fiz uma reserva para o seu João. Como ele não sabia onde fica, eu o levei até lá.”

Para entrar nesse filão, a tradicional Associação de Beneficência Portuguesa construiu uma nova unidade, que lembra um hotel-butique. Com diárias de 700 a 1 500 reais, o Hospital São José, aberto em 2007, conta com sete centros cirúrgicos, catorze cabines individuais de UTI e sessenta suítes — a maior delas com 75 metros quadrados, leito para acompanhante e varanda com vista para um bosque. A proporção entre funcionários e pacientes é de sete para um. Alguns clientes chegam com seus seguranças por uma garagem no 4º subsolo. Os lençóis são de algodão 200 fios. E, se não der para ficar longe do melhor amigo, há uma sala coberta de 3,6 metros quadrados para animais de estimação no térreo. Segundo o diretor-médico da instituição, João Gandara de Moraes Filho, trata-se de direito à privacidade. “Cerca de 30% de nossos pacientes vêm aqui fazer cirurgia plástica”, afirma. “Os outros 70% são industriais, executivos e esportistas que não querem fazer alarde sobre seus problemas de saúde.” 


Possível organograma para a Hotelaria em Hospitais.





Fonte: reportagem de Sara Duarte para a Veja São Paulo, em 12 de maio de 2010. 

Informo uma vez mais que, esta matéria foi retirada da fonte acima, ou seja, fotos, organograma, da revista Veja São Paulo, pois recebi uma reclamação por parte de uma leitora que se identificou como Ana Augusta, sem colocar o sobrenome, informando-me que tal reportagem acima foi plágio, ou seja, que a fonte não foi citada, ou seja, seria plágio por parte da revista Veja São Paulo e da reporter que descreve a reportagem, pois o nosso blog cita em todos os momentos de onde retirou a fonte. Caso seja de tal pessoa, que se identifique completamente, de que livro, literatura ou pesquisa foi retirada ou consultada para que possamos informar e corrigir tanto à Editora Abril, a revista Veja São Paulo e nosso blog, que está em estes meios a fim de passar conhecimentos e informações, não de prejudicar, de ofender e em todos os momentos, este que escreve citará em todos os momentos os direitos autorais dos responsáveis quando sempre for acessível e verídico.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sonhos verdes...O que fazer para se ter um catering sustentável?




A postagem de hoje será uma inovação nas reportagens de catering e nas de aviação. Quase não se comenta sobre soluções sustentáveis para os resíduos gerados nos serviços gastronômicos a bordo. Lembrando que, as dicas dadas na reportagem abaixo poderão ser utilizadas também nos serviços da hotelaria hospitalar, nos navios e nos trens que possuam serviços de catering. Sabemos que o Brasil é o primeiro país na reciclagem de latas de alumínio, mas estamos um pouco distantes no quesito reciclagem de lixo. E falando sobre as polêmicas sacolas de plástico, que temos direito na aquisição dos produtos em supermercados, que nunca saíram grátis, pois estão embutidos nos preços, porque estes não empregam o uso dos pacotes de papel, como antigamente, porém reciclados?

A KLM é uma das empresas que abastecem suas aeronaves com bio-combustível.




O Catering aéreo produz uma quantidade colossal de lixo: o que as empresas aéreas e seus fornecedores podem fazer sobre isso?

O tempo está se esgotando para as empresas aéreas passem a reduzir ou, pelo menos, gerenciar melhor os resíduos que são recebidos nos descarregamentos das aeronaves. As pressões são dos administrativos aeroportuários em geral, as autoridades locais, as agências governamentais e os grupos interessados a encontrar soluções a bordo que possam reduzir os resíduos que são enviados para os aterros sanitários, bem como facilitando o processo de reciclagem de um todo.

Cores que referenciam reciclagens.
Atualmente algumas empresas aéreas já estão pedindo aos seus fabricantes de aeronaves como estas podem atender a essas demandas, além do que a pressão principal vem dos altos impostos cobrados para transportar esses desperdícios para os aterros sanitários, no caso dos Estados Unidos e da Europa onde, principalmente no Reino Unido, são cobrados impostos bem altos para as companhias aéreas por cada tonelada de resíduos enviados para os aterros. No caso do aeroporto de Londres-Heathrow, onde as companhias aéreas despejam cerca de 70 toneladas de resíduos por dia, os impostos subirão aproximadamente 62 para 112 dólares por tonelada neste ano de 2012. Em alguns aeroportos dos Estados Unidos é estimado triplicar suas taxas para os próximos anos, especialmente nos aeroportos onde estão localizados suas bases de longas rotas.
Didática sobre a reciclagem de produtos.

De acordo com um estudo realizado em 2010 pelo grupo americano Green America, uma empresa gera em média 0,59 kg de resíduos por cada voo. No entanto, no aeroporto de San Diego, no oeste-americano, foi adotado um plano ambiental que já reduziu para 0,23 kg por passageiro, e o aeroporto ordenou que as companhias aéreas reduzissem ainda mais em 2012. Reconhecido como um dos mais aeroportos mais “verdes” nos Estados Unidos, San Diego recicla mais de 80% dos resíduos de bordo, principalmente nas formas de alumínio, vidro, plástico, papel, papelão e aço.

Conheça acima como funciona um aterro sanitário.Fonte "Estado de São Paulo".
Da mesma forma, o operador aeroportuário BAA (empresa na liderança de administração aeroportuária, onde administra seis aeroportos no Reino Unido, incluindo o maior, Londres/Heathrow, e ajuda milhões de pessoas a cada ano para chegar a vários destinos ao redor do globo), no Reino Unido, vem pressionando as empresas a realizarem rígidas metas de reciclagem. No ano passado, os resíduos por passageiro no aeroporto de Heathrow, em Londres, reduziram de 0,37kg para 0,36kg. Embora estas reduções pareçam insignificantes, estes estão caminhando em uma mesma direção. A razão para a pressão das autoridades é o aumento da frequência dos voos. Somente nos Estados Unidos, o número de viagens de passageiros se aproxima de 700 milhões por ano, produzindo cerca de 450 milhões de toneladas de resíduos de bordo.

Os passageiros também estão comendo e bebendo mais: o número de refeições na Europa nos voos que não são domésticos subiu em todos os trimestres do ano passado, um aumento de entre 12 e 24%. O número de refeições nos voos para a Ásia apresentou crescimento mais ou menos comparável. A busca de soluções de sustentabilidade está forçando as empresas aéreas a realizar novas disciplinas a bordo. Os aeroportos querem que as companhias aéreas melhorem a forma de como os resíduos são separados durante os voos, especialmente as latas de alumínio, plásticos e refeições - para que eles sejam mais facilmente e rapidamente separados e classificados em terra firme. No entanto, há às vezes, requisitos conflitantes que complicam as coisas. Por exemplo, o manual de depuração agrícola, como é chamado nos Estados Unidos (Manual for Agrucultural Clearance) informa que as latas de alumínio, vidros e embalagens de plástico só podem ser recicladas, se nunca possuiu em seu interior, o armazenamento de leite ou de produtos lácteos.

Algumas autoridades insistem que, para reciclar qualquer coisa, todos os produtos devem ser separados a bordo, regulamento este que "muitas companhias aéreas interpretam como uma proibição sobre a reciclagem de qualquer lixo internacional", afirma os relatórios da Green America. Para complicar ainda mais as coisas, alguns aeroportos trabalham no sistema de resíduos, partindo de um sistema centralizado, onde o aeroporto é responsável por gerenciar os resíduos de bordo, ou devem possuir um sistema de resíduos descentralizado, onde a companhia aérea realiza todo o trabalho.

Com isso, o resultado é que a tripulação, os comissários, devem ajustar seus processos de coleta dos materiais de acordo com o destino.
A comida é um problema em especial, pois alguns governos proíbem ou restringem a sua reciclagem de acordo com os regulamentos de prevenção de doenças. Por exemplo, a BAA que é o proprietário do aeroporto de Londres-Heathrow, recicla cerca de 60% dos resíduos a bordo, já durante o voo, mas exige das empresas aéreas que separem os restos de comida para a sua devida incineração.
Recolhimento de lixo em San Diego - Estados Unidos.
Apesar de que o aeroporto de Heathrow possui duas instalações dedicadas aos resíduos que chegam à bordo para o processamento, ainda altas quantidades de detritos seguem para os aterros sanitários.
A boa notícia é que mais e mais companhias aéreas estão buscando estratégias sustentáveis a bordo oferecendo aos seus clientes serviços com novos tipos de embalagens, com informativos através das publicidades e variados programas de reciclagem.

A Delta Airlines é a empresa que obtém as melhores notas da Green América para os programas de sustentabilidade. Entre outras coisas, a empresa possui cardápios produzidos a partir de papel reciclado e impresso com tinta preparada à base de soja, além de possuir no interior de suas aeronaves, carpetes que são reciclados em caso de desgastes. Dentro dos próximos dois anos, a Delta planeja servir refeições e bebidas em recipientes descartáveis confeccionados a partir das sobras de produtos derivados de milho. A empresa aérea recicla latas de alumínio, garrafas e bandejas plásticas, copos de bebidas e jornais.

Tripulante da Delta faz a separação de latas de alumínio para a reciclagem.

A Virgin Atlantic ficou em terceiro lugar na pesquisa da Green America, onde a gestão dos resíduos produzidos a bordo faz parte de um dos trabalhos que a tripulação deve realizar. Os comissários de bordo recolhem os copos de plástico que são posteriormente reduzidos em grânulos, que são então transformadas em cabides ou equipamentos para cassetes de vídeo. Eles também reúnem kits de entretenimento da classe econômica após o voo e separam itens não utilizados para ser adicionado aos novos kits. Uma vez que os panos de linho das classes nobres estiverem desgastados, estes são doadas para as prisões, ao invés de jogá-los nos aterros sanitários. Da mesma forma, as revistas utilizadas e com datas passadas são doadas para os hospitais e clínicas. Os fornecedores do catering também devem fazer a sua parte.

Algumas empresas aéreas já adotam a separação de resíduos já a bordo.
Por exemplo, as vinícolas atualmente estão fornecendo champanhe em embalagens reutilizáveis.

As empresas aéreas se comprometeram a reciclar ou reutilizar metade do seu lixo de bordo a partir 2012. As operadoras de curtas distâncias normalmente geram menos resíduos, mas empresas aéreas como a Easyjet também realizam procedimentos de reorganização juntamente com a sua tripulação de cabine, para que estes separem todos os materiais recicláveis ​​e não recicláveis em diferentes sacos coloridos.

Propaganda da Delta concientizando seus clientes sobre a reciclagem consciente.

Os impactos nos pesos de certos materiais também influenciam em todas as etapas do ciclo de vida dos produtos considerados insignificantes...

Aliviar os pesos nos principais fornecedores, como os caterings e os fornecedores dos caterings também têm um papel importante a ser desempenhado, sobretudo na busca de equipamentos cada vez mais leves, como por exemplo a LSG Quantum trolley, desenvolvido pela LSG Sky Chefs em cooperação com a empresa Norduyn, sendo um bom exemplo disso. Já a empresa fornecedora de materiais para bordo, a DeSter valoriza essa perda de peso em seus produtos. A DeSter é uma divisão do grupo Gateway, que distribui o levíssimo trolley Aerocat, e entre outros produtos fornece vidros finos para a Lufthansa. Através de um estudo realizado internamente pela DeSter em conjunto com duas universidades europeias mostraram que, nenhuma análise do ciclo de vida de um produto de serviço de bordo nem sequer chegou a impactar o peso, pois o peso é proporcional ao consumo do combustível e que é proporcional ao custo e das emissões. O impacto das emissões dos pesos dirigidos faz todas as etapas do ciclo de vida de outros produtos insignificantes,  se estes forem comparados. Mesmo assim, qualquer motivo que for para economizar espaço também é altamente desejável.

LSG Quantum trolley, o trolley sustentável.


Exemplo de serviços de bordo que utilizam embalagens sustentáveis.

Em 2009, a empresa DeSter lançou as bandejas Lean-on-Me (LoM): estas ficam empilhadas de uma forma tão eficiente, permitindo que as empresas dispensem um de quatro trolleys, representando metade da importância do espaço anteriormente utilizado para catering. Na Thomson Airways, o resultado global foi uma redução de 14% de peso de produtos em excesso, subindo para 6% em ofertas de consumo, e uma economia líquida em peso de aproximadamente 175 kg para cada B757-200, ou seja, em termos de reduções de CO2, isso equivale a cerca de 1.700 toneladas por ano, conforme a empresa aérea citada.

E isso não é tudo. O espaço extra liberado pela bandeja LoM significa que a companhia aérea pode armazenar tanto o catering de ida como o de volta nos galleys. Por sua vez, isto é traduzido em uma redução na utilização de infraestrutura de solo durante escalas e trãnsitos, com economias consideráveis tanto no tempo como no custo.

Trolleys sustentáveis.

Os fornecedores também estão motivados e, desenvolvem produtos biodegradáveis cada vez mais rápidos.

Desde abril do ano passado, as companhias aéreas brasileiras como a TAM servem suas refeições em bandejas e recipientes produzidos a partir do bagaço da cana-de-açúcar. Esses tipos de produtos possuem todas as especificações de produção adequadas, onde estes materiais são considerados sustentáveis, são renováveis anualmente, e são 100% biodegradáveis. Algumas rotas internacionais, na classe econômica, já substituíram as embalagens plásticas em que são servidas as refeições pelos novos recipientes biodegradáveis, onde a expectativa da empresa seria em reduzir 47% a utilização do plástico nas embalagens; Os itens feitos da matéria-prima que não agride o meio ambiente são as bandejas, caçarolas e saladeiras. Tomara que o exemplo seja seguido por outras concorrentes.




Acima, exemplos de serviços de bordo da TAM, cujas embalagens são fabricados com o bagaço da cana-de-açucar.

Alguns tipos de resíduos de bordo podem ser reciclados de maneira mais eficiente do que outros. A água, por exemplo: a Servair, que é um considerado um grande grupo francês de catering, descobriu que os cubos de gelo poderiam ter outra vida. Ao invés de jogá-los em compactadores de resíduos para incineração, a companhia possui um tratamento que derrete esse cubo de gelo e estes, por sua vez são reutilizados para limpar o chão dos escritórios do catering.
Da mesma forma, a LSG SkyChefs, que lava mais de dois milhões de unidades a cada ano de bandejas, talheres, copos e trolleys, descobriram um método de operação para as 500 máquinas de lavar louça industriais, situadas em mais de 200 instalações da empresa em todo o mundo com uma eficiência ecológica máxima. Essas máquinas, conforme a empresa, foram conectadas a um computador central que controla o seu funcionamento em tempo real onde tudo é monitorado com uma base contínua e tem levado a uma economia significativa no consumo da energia e água.

Um dos segredos da ferramenta de sistema conhecido como SIMBAcontrola e acompanha o consumo de água e de energia que é tão eficiente que em determinados locais, a utilização de água e detergente decresceu em 50% e em energia em até 15%.

De acordo com a LSG Sky Chefs, a empresa realizou outras medidas em suas bases. Medidas estas que muitas vezes produziam grandes resultados onde, nos Estados Unidos e no continente Asiático, foi implantado um processo de reciclagem de latas de alumínio e papelão que, em Hong Kong, isso já resultou em uma redução de resíduos de 11%.

No entanto, inevitavelmente, uma virtude ecologicamente correta tem um preço. Por exemplo, os plásticos produzidos com amido são dez vezes mais onerosos do que os produzidos com plásticos descartáveis. Ainda assim, os fornecedores estão trabalhando duro para oferecer soluções sustentáveis e, os trabalhos tornarão-se mais fáceis quando uma nova onda de bio-polímeros amigáveis estiver disponíveis, mais acessíveis, resultando em economias. Com o surgimento destas, haverá novos desafios onde entrarão a engenharia e o design para a produção dos equipamentos de catering ou de bordo. Convencidos de que o futuro em longo prazo será realizado com produtos derivados do polietileno tereftalato (PET) para a reciclagem, a empresa DeSter tem investido fortemente na expansão da produção destes plásticos.

A Lufthansa utiliza tambéns trolleys "sustentáveis".

Enquanto isso, uma consciência coletiva está distante de um consenso global por parte dos governantes sobre a gravidade do problema. Enquanto a maioria das companhias aéreas que voam na América do Norte, Europa Ocidental, Austrália e, em uma menor medida, no Oriente Médio que operam sob diretrizes cada vez mais rigorosas, onde em muitos outros países permanecem acomodados, particularmente na Ásia e nos mercados emergentes. Ainda assim, é claro que a indústria está se desenvolvendo rapidamente em busca de uma consciência ambiental, mesmo que algumas companhias aéreas estão mais conscientes do que as outras. No entanto, deve-se realizar algo adequado nos voos para a redução do volume de resíduos destinados aos aterros e reciclagens. De outra forma, por mais difícil que seja, o aeroporto de San Diego nunca terá uma forma, por enquanto, de oferecer um aeroporto totalmente oferecenfo resíduo zero. A responsabilidade principal é ainda das autoridades governamentais para investir em adequadas infraestruturas aeroportuárias adequadas para tais fins. É por isso que a BAA tem uma política total de zerar seus resíduos, nos aeroportos de Heathrow e Gatwick, e incinerar o restante para produzir e gerar eletricidade.

O que foi relatado acima é uma ótima dica para utilizar não só em nossos obsoletos aeroportos brasileiros como nos hospitais que valorizam a reciclagem e a sustentabilidade, principalmente no atendimento aos clientes que administram sob a hotelaria hospitalar.

A empresa aérea mais "enxuta" de 2011.

A Thomson Airways impôs uma meta que irá suprimir 6,5 toneladas fora de suas aeronaves. O plano prevê que um terço de todos os resíduos a bordo deverá ser reciclado, o equivalente a 13 toneladas de alumínio por ano.
Aeronave da Thomson Airways

Nos banheiros, a mudança para o sabão espumante reduziu o número de embalagens pela metade, ou seja, 40.000 embalagens por ano. Em vez de manter nos armários os fones de ouvido nas classes nobres, os fones são substituídos por fixos enquanto que, na classe econômica, os clientes deverão pagá-los para utilizar e levá-los para casa. As mantas vêm acondicionadas em um pacote proveniente de uma floresta sustentável em vez de plástico. Deirdre Kotze, gerente ambiental da Thomson afirmou que isso significa pelo menos 900.000 sacos de plástico que irão para os aterros sanitários todos os anos. A revista de bordo também emagreceu nas suas páginas, perdendo peso por voo de apenas 1,36 kg, mas se tudo isso for acrescentado, o total de CO2 total serão salvos ano a ano, acrescentando-se aproximadamente a 29 toneladas.

Sra. Deirdre Kotze da Thomson Airways.

Finalmente, a Thomson mudará o forro de seus assentos para os de couro, pois este material não necessita de lavagens, gerando uma economia de 150.000 lavagens industriais por ano, tem o dobro de vida útil e pode ser posteriormente reciclado.

Cobertores e almofadas "sustentáveis" oferecidos pela Thomson.

Sites para consultas:

LSG Sky Chefs Catering: www.lsgskychefs.com

De Ster embalagens para caterings: www.dester.com

Thomson Airways: www.thomsonfly.com

Delta Airlines: www.delta.com

BAA Airports: www.baa.com

TAM Linhas Aéreas: www.tam.com

Green America: www.greenamerica.org

Fonte da reportagem:

A reportagem desta postagem foi baseada na reportagem da revista "Airline catering international" - Showcase 2011 e interpretada por Luis Núñez.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Comemoramos os 15 mil acessos... Contem histórias, divulguem maravilhas do mundo dos transportes que não voltarão mais...Ou que ainda existam...

11 de fevereiro de 2012...

Graças a vocês leitores, completamos em 16 meses, 15 mil acessos em nosso blog "Gosto nas Alturas"... Neste tempo, contei através de reportagens, pesquisas, curiosidades tudo o que foi e o que está ocorrendo no mundo do bem-viver, principalmente na aviação, e em breve, entraremos também no mundo ferroviário... Com isso, a partir de agora, até o dia 31 de março deste ano, estarei recebendo no e-mail: gostonasalturas@hotmail.com tudo o que for de curiosidades, reportagens que já foram publicadas em publicações que não existem mais, como a revista Cruzeiro ou Manchete, histórias consistentes, fotos ou mesmo reportagens antigas que relate sobre a gastronomia nos transportes, serão publicadas com o nome de quem enviou durante todo esse ano. O e-mail deverá conter nome, endereço, bibliografia da pesquisa. Com isso, será divulgado também em nosso blog todos que participaram e, enviarei via correio, um CD institucional contando sobre os 75 anos da VARIG para aqueles que querem guardar e ter uma recordação a mais sobre a "pioneira". Será uma promoção para todos e não ocorrerão sorteios... Mas lembrem-se, serão premiados aqueles que enviarem documentação e pesquisas consistentes.

O primeiro ganhador do prêmio foi o nosso colaborador Jean Jacques Algieri que nos havia enviado uma excelente reportagem sobre "La Premiere" da Air France e várias outras histórias!


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Veja como driblar o menu padronizado em viagens de avião...

Gostei muito da reportagem publicada no último dia 02 de fevereiro de 2012, no carderno Turismo, sobre as refeições aéreas. Isso tem a ver com nossas reportagens passadas. Aproveitando, um pouco mais abaixo, publicarei outras reportagens datadas dos anos de 2008 e 2011 respectivamente, ambas do jornal "Folha de São Paulo"... Estamos a poucos acessos para os 15 mil e divulgar nossa promoção de comemoração!


Veja como driblar o menu padronizado em viagens de avião...

A bordo do seu próximo voo, que tal receber, antes da maioria dos passageiros, sua refeição-selecionada e pré-reservada por você com antecedência-, uma bandejinha etiquetada com seu nome?

Para fugir do padronizado e tradicional "chicken or pasta?" (ou "frango ou massa?"), oferecido pela aeromoça, a saída é reservar uma refeição especial, geralmente solicitada por quem tem restrições alimentares, mas quase sempre disponível para qualquer passageiro.

As opções diferem de acordo com a companhia aérea (veja o segundo quadro abaixo), com alternativas como a vegetariana, a kosher -preparada segundo os preceitos judaicos- e a que leva baixo teor de sódio (veja relação abaixo).



Mas fique atento: as regras para pedir a refeição especial diferem em cada companhia aérea, e os pratos estão disponíveis em quantidades restritas e em voos limitados. No momento da reserva, cheque os regulamentos específicos.

Na Continental Airlines, por exemplo, a refeição diferenciada deve ser solicitada pelo menos 24 horas antes do horário de partida do voo. O mesmo ocorre na British Airways. Já na LAN e na TAM, o prazo mínimo é de 48 horas, e, na Air Canada, o tempo-limite é de 19 horas.

Geralmente, os menus especiais são oferecidos sem custo adicional e estão disponíveis nas classes primeira, executiva e econômica.


Por que especial?


Pedir refeição vegetariana, mesmo não sendo adepto da dieta, pode ser a saída para evitar uma carne ressecada, comum nas comidas de bordo. Ideais para comer em viagens aéreas, além de mais leves, os legumes têm mais água e suportam melhor longos cozimentos-o que não ocorre com um corte bovino.

"Assim como a pele fica ressecada durante um voo longo, a comida também sofre com a falta de umidade dentro do avião", explica Mauricio Novaes, gerente-geral da LSG Sky Chefs, empresa de catering que atua em 52 países, incluindo o Brasil.

O processo de resfriamento pelo qual todos os alimentos passam depois de prontos também não contribui: realizado para matar micro-organismos, igualmente acaba "assassinando" parte da textura e do sabor das refeições.



Saiba como é o preparo das refeições servidas em voos...

Entre os itens que envolvem uma viagem de avião, a comida da classe econômica não costuma ser a mais elogiada, embora sua preparação envolva muito trabalho.

Quem recebe uma refeição quente durante o voo não imagina o universo por trás das bandejas que acondicionam saladinhas, massa ou frango e sobremesa.

O processo começa na reserva do voo, quando é estimado o número de passageiros que serão servidos. Até a data da viagem, esse número é checado atentamente pelo catering, empresa responsável pelo fornecimento de refeições às empresas aéreas.

No aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, a LSG Sky Chefs, que produz cerca de 30 mil refeições por dia, faz a comida para 22 companhias de aviação. Apesar da escala industrial, todo o processo é feito de modo individual, com alimentos cortados e embalados à mão, um a um.

Preparo de saladas do cardápio da classe executiva da TAM.


Alguns alimentos começam a ser preparados 48 horas antes da viagem: caso das carnes, que são cortadas de acordo com o prato (filé, medalhão, iscas) e assadas ou cozidas com antecedência. Massas, risotos, saladas, sobremesas e pães são preparados no dia da viagem.

Durante o preparo das refeições, dois fatores devem ser bem controlados: tempo e temperatura. Carnes, por exemplo, devem ser cozidas a uma temperatura mínima de 60 °C, que varia de acordo com o tipo e o corte.

Logo em seguida, são colocadas em uma câmara que acelera o resfriamento dos alimentos para que atinjam 10 °C, temperatura considerada ideal para que não haja contaminação por micro-organismos.

Todos os alimentos que passam por algum tipo de cozimento, como massas, sopas e molhos, são levados para essa câmara frigorífica e, ao atingir 10 °C, armazenados em uma sala refrigerada, onde aguardam a montagem das refeições.

Nenhum alimento deve ficar mais do que 45 minutos sem refrigeração, por isso a comunicação entre o catering e o aeroporto é contínua, para que as refeições sejam embarcadas duas horas antes da decolagem do avião, mesmo em caso de atrasos nos voos.


Em uma sala refrigerada a 5°C, carrinhos com comida aguardam embarque em voos do aeroporto de Guarulhos (SP).

As refeições das classes econômica e executiva são montadas pelo catering, em recipientes de papel, plástico ou vidro, e armazenadas em carrinhos. Já a comida da primeira classe é embarcada em recipientes maiores, e os pratos são montados durante o voo, poucos minutos antes de servir, garantindo o visual caprichado.



Passagem de avião barateou, e refeições se adequaram aos novos tempos...

Embora as classes executiva e primeira das companhias aéreas nacionais e internacionais ainda se esmerem em oferecer menus e bebidas chiques, não dá para não lembrar com saudade do tempo as louças eram da marca japonesa Noritake, o café era coado na hora e os menus, que tinham data, eram impressos para cada voo.

Na velha Varig, que afinal faliu, servia-se caviar malossol, "foie gras truffé de Strassbourg" e, nos cardápios transcontinentais, constava que a comida de bordo tinha "a supervisão de chefes (sic) franceses".

A classe econômica no Brasil também teve suas extravagâncias (e mesmo a Transbrasil, em voos domésticos, servia feijoadinhas honestas em alegres tigelinhas coloridas). Os tempos mudaram, e a convicção de que era bom servir feijão a bordo (leia texto na pág. ao lado), também.

Mas, antes de apelar para o saudosismo, convém lembrar que uma viagem internacional custava muito mais. Nos idos de 1980, o bilhete de ida e volta em classe econômica da extinta (e ruim) LAP, a Lineas Aereas Paraguayas, saindo de São Paulo, com escala em Assunção e indo até Madri, custava US$ 1.200.

Hoje, passados mais de 20 anos e com toda a inflação do dólar no período, há empresas aéreas europeias de primeira linha cobrando, em tarifas promocionais, menos de US$ 1.000 pela passagem turística até Lisboa, Madri, Amsterdã, Paris ou Londres.

Os voos se popularizaram e, com isso, a comida de avião piorou. De todo modo, há agora consciência do que é mais saudável e, certamente, vale tentar mudar de ares gastronômicos na sua próxima viagem pedindo, sem custos, uma refeição especial.

Refeição servida em classe econômica é montada no catering LSG Sky Chefs, em Guarulhos (SP).

Baixa pressão na cabine do avião agrava problemas de saúde...

A falta de espaço e o ar seco na cabine podem causar desconforto durante os voos mais longos, mas é a baixa pressão atmosférica dentro da aeronave a vilã do bem-estar do passageiro.

"A cabine é pressurizada, mas até certo ponto, 8.000 pés. É como estar na altitude de La Paz. Com isso, o passageiro respira menos oxigênio, e há expansão de gases", explica Murillo de Oliveira Villela, presidente do conselho da Sociedade Brasileira de Medicina Aeroespacial.

Isso causa uma série de efeitos, como a sensação de barriga estufada -causada pela expansão de gases-, e pode gerar problemas sérios em passageiros com doenças preexistentes, como problemas respiratórios crônicos e insuficiência cardíaca.

Há ainda problemas que podem ser causados por outros motivos, como longos períodos de imobilidade, que pode formar coágulos nas pernas, e a baixa umidade do ar na cabine, que resseca a pele e os olhos.

Mesmo passageiros em pós-operatório podem ter problemas. "A cirurgia abre a pele, e, com isso, há entrada de ar. A expansão causada pela pressão pode causar o rompimento da sutura, por exemplo", diz Villela.

No caso das refeições, a sensação de barriga estufada pode ser agravada com a ingestão de certos alimentos.

"Há os que produzem maior quantidade de gases no tubo digestivo, como feijão. Isso piora a sensação de estômago estufado, assim como bebidas gasosas", diz Gustavo Johanson, infectologista do Ambulatório do Viajante da Unifesp e médico do hospital Albert Einstein (SP).

"O efeito das bebidas alcoólicas é potencializado", completa Johanson. Ou seja, o passageiro fica embriagado ao beber menos que a quantidade que costuma ingerir.

Um problema potencialmente grave diz respeito a passageiros com alergias alimentares. "Há a possibilidade de quadros graves, como anafilaxia", explica o infectologista. "Mesmo traços do alimento em questão podem desencadear sintomas. Esses passageiros precisam levar medicação antialérgica", diz.

Para prevenir problemas causados por longos períodos de imobilidade, é importante levantar do assento. "Andar, ficar na ponta dos pés e usar meias elásticas apropriadas são medidas importantes", afirma Johanson.


Gustavo Johanson, infectologista do Ambulatório do Viajante da Unifesp e médico do hospital Albert Einstein (SP).




A reportagem acima foi publicada pelo jornal "Folha de São Paulo" em 02 de fevereiro de 2012, no caderno Turismo.


Reportagens, fotos e créditos: Editoria de arte da Folha Press; fotos de Gabo Morales e Luiza Sigulem da Folha Press; reportagens de Vanessa Corrêa da Silva, Sílvio Cioffi e Marina Della Valle.



Fuja das refeições padronizadas dos vôos com cardápio especial (essa é para complementar a reportagem acima).


O carrinho desponta no corredor apertado do avião e logo a aeromoça pergunta: "Chicken or meat" (frango ou carne)? O serviço de bordo regular dos vôos internacionais em classe econômica oferece alternativas gastronômicas pobres, mas há muitas outros menus à disposição do passageiro.

A primeira saída é a refeição especial --chamada "special meal". Única opção para quem tem restrições alimentares, as refeições especiais também podem ser uma estratégia para escapar da comida padronizada.

Mas é preciso pedir o menu 24 horas antes da decolagem do vôo. Há a refeição vegetariana, a livre de glúten, a kasher (preparada segundo os preceitos judaicos) a muçulmana e a asiática, entre outras.
 
Para quem busca apenas escapar da encruzilhada "chicken or meat?", a refeição vegetariana costuma ser boa pedida. Apesar de sofrer as mesmas restrições técnicas que as refeições comuns, a vegetariana é mais leve e menos ressecada (características incontornáveis nos pratos de carne), por conta de os legumes terem mais água --e não passarem do ponto com a facilidade que um bife passa.

Por quê?

As refeições servidas em aviões são como são por dois fatores principais, segundo Andrew Scott Bushee, coordenador do curso de tecnologia em gastronomia do Centro Universitário Senac, em Águas de São Pedro (SP): a logística e o custo.

"O alimento é preparado muito antes e é aquecido por uma resistência elétrica encaixada sob cada bandeja", explica Bushee. Isso faz que o alimento tenha o gosto e a textura afetados.

As limitações de orçamento, cada vez menor com a alta do petróleo que penaliza as empresas aéreas, prejudicam o processo, desde os ingredientes até os métodos de cocção. "E quanto mais alto o preço do combustível, menos boas refeições serão servidas", diz ele.

Assim como as narinas e os olhos, que ficam ressecados, a comida sofre com a falta de umidade na cabine. Isso danifica o alimento cru e explica porque as folhas de alface sobrevivem pouco. Como se não bastasse, o paladar é prejudicado também pelo ressecamento. Junte uma coisa a outra, e o resultado é a refeição sofrida. Para Bushee, a melhor solução "é levar um lanchinho."

A dica, seguida por alguns dos chefs consultados pela Folha, afina com a sugestão do endocrinologista Marcello Bronstein, professor da Faculdade de Medicina da USP, de seguir a dieta a que se está acostumado. "O ideal é não sair muito de seus hábitos alimentares".

Pão duro:

Para fazer o lanche, prefira pães resistentes, com casca. Evite usar maionese, que pode ser substituída por patês ou mostarda. Queijos e frios servem de base, e podem vir acompanhados de picles, ervas frescas e brotos, como o de alfafa.

Veja as opções:

Para pedir refeição especial ("special meal") a bordo, basta fazer a solicitação no ato da reserva ou até 24 horas antes do embarque. O prato não fica no carrinho das outras bandejas. Assim, ele será servido antes ou depois dos demais passageiros. Veja abaixo algumas opções.

Diabéticos: sem açúcar, álcool e produtos panificados; pouca gordura;

Sem glúten: sem farinhas à base de trigo, centeio, cevadas ou aveia;
 
Poucas calorias: pobre em gorduras e rica em fibras;

Baixo colesterol: sem gordura animal e gemas de ovos;

Poucas proteínas: sem sal e pobre em proteínas;
Pouco sódio: sem sal, sem álcool, baixo teor de gordura;

Sem lactose: sem derivados de leite;

Vegan/vegetariana: sem peixe, carne, álcool, lacticínios e ovos;
Vegetariana com leite e ovos: sem carne, mas pode ter ovos ou laticínios;

Vegetariana asiática: sem carne, feita de maneira específica;
Fruta: apenas frutas, ausência de produtos animais;

Kosher: segue os preceitos judaicos e não inclui carne de porco, camarões e lulas, entre outras especificações;

Muçulmana: não inclui carne de porco, de caça ou álcool, seguindo os preceitos da comida halal;
Hindu: sem carne de vaca ou vitela.

A reportagem acima foi publicada pelo jornal "Folha de São Paulo" em 08 de agosto de 2008, no caderno Turismo.

Reportagens, fotos e créditos: Folha de São Paulo.

Preparar marmitas evita a comida de avião em voos domésticos...

Para fugir da barra de cereais ou dos lanches sem gosto pelos quais algumas companhias aéreas começaram a cobrar, viaje prevenido.

"Levar o próprio lanche é uma boa opção quando a comida não é das mais saudáveis, mas é preciso ter alguns cuidados com a conservação dos alimentos", diz Márcia Fidelix, presidente da Associação Brasileira de Nutrição.

Para ajudar na tarefa sem farofada, o Comida pediu para seis chefs prepararem sugestões de lanches para levar no avião. Elas são válidas apenas para voos nacionais.

Nos internacionais não é permitido embarcar com quase nenhum tipo de alimento, a menos que ele tenha sido comprado no salão de embarque (leia mais ao lado).

A chef Flávia Mariotto, da Mercearia do Conde, em Pinheiros, São Paulo, acha que as companhias que servem comida a bordo deveriam oferecer uma refeição mais bem cuidada: "É sempre a mesma coisa, tem sempre o mesmo gosto e é pesada", diz.

Ela sugere o preparo de rolinhos de berinjela com mozarela e tomate. "Leves, eles podem ser comidos sem sujeira nem bagunça."

Quem pegar um voo nacional longo pode preparar um penne ao pesto de ervas com amêndoas e crocante de "pancetta", sugestão de Vagner Carlos de Souza, do Beco do Bartô, no Paraíso.

Souza levou em conta o fato de não ser possível esquentar as refeições levadas pelos passageiros durante o voo. "Além da praticidade, o prato é substancioso e não vai deixar ninguém com fome."

Marcela Tiradentes, do Adega Santiago, no Jardim Paulistano, propôs um lanche com gaspacho e sanduíche de presunto serrano e queijo manchego. "O ideal é buscar alimentos que permaneçam frescos durante a viagem e não sintam muito o impacto da mudança de temperatura. O gaspacho, por exemplo, pode ser levado numa garrafinha e tomado frio."

Quanto custa?

Desde 2009, a Gol cobra pelo lanche servido em voos nacionais. Ela foi a primeira empresa brasileira a adotar a prática, e diz que há um serviço básico gratuito que inclui amendoins ou batatinhas fritas e uma bebida.

Nas opções pagas, há lanche (R$ 15), água, refrigerante ou suco (a R$ 5, cada um), café (R$ 5) e pacotinho de castanha-de-caju (R$ 5).

A Webjet tem só opções pagas. Os preços são semelhantes: sanduíche (R$ 12), água (R$ 3), suco ou refrigerante (R$ 5) e café (R$ 4). A Azul e a TAM não cobram.

(Observação: valores citados na época da reportagem, porém as empresas mantêm os mesmos padrões de serviços da reportagem.)

Receitas:

PENNE AO PESTO DE ERVAS COM AMÊNDOAS E CROCANTE DE "PANCETTA"
chef Vagner Carlos de Souza, do restaurante Beco do Bartô
 
Penne ao pesto, preparado como sugestão de marmita de voo, pelo restaurante Beco do Barto.

INGREDIENTES
- 5 g de manjericão
- 3 g de alecrim
- 3 g de alho
- 20 g de hortelã
- 50 g de cebolinha
- 45 g de salsinha
- 10 g de amêndoas
- 20 g de queijo-coalho
- 3 ml de azeite
- 8 ml de vinagre
- 8 g de "pancetta"
- 250 g de penne
- Raspas de queijo parmesão a gosto
 
PREPARO
 
Corte a "pancetta" em cubos, frite em óleo quente e reserve. Em outro recipiente, corte o queijo-coalho em cubos e também reserve. Cozinhe o penne até que ele fique "al dente". Salteie o alho com as amêndoas no azeite. Basta uma sateada muito breve, suficiente para liberar o sabor do alho e não muchar a amêndoa. Misture as ervas picadas e tempere com sal a gosto. Depois, coloque o penne e misture. Para levar no avião, guarde o penne em uma marmita. Por cima, coloque os cubos de "pancetta" e as raspas (ou lascas) de queijo parmesão. O prato pode ser saboreado tanto quente quanto frio.

 

ROLINHO DE BERINJELA COM MOZARELA E TOMATE
chef Flávia Mariotto, do restaurante Mercearia do Conde

Sanduíche light de queijo de cabra e tomate e rolinhos de berinjela feitos na Mercearia do Conde.
 
INGREDIENTES

- 1/2 berinjela cortadas bem fininhas em lâminas
- 1 tomate médio sem pele e sem semente
- 1 bola de 80 g de mozarela de búfala ou queijo brie
- 4 azeitonas pretas chilenas
- 8 folhas de rúcula bem frescas
- 1 pepino cortado em palito
- Azeite e flor de sal a gosto

PREPARO

Pegue uma berinjela, passe no cortador de legumes e grelhe sem óleo em uma frigideira. Espere esfriar. Em seguida, coloque o recheio: um pedaço de mozarela de búfala ou de queijo brie, 1/4 de tomate sem pele e sem semente temperado, uma azeitona, duas folhas de rúcula e um pedaço de pepino. Enrole a berinjela para formar os rolinhos. Depois, regue com azeite e flor de sal.

SANDUÍCHE LIGHT DE QUEIJO DE CABRA E TOMATE
Sanduíche light de queijo de cabra e tomate e rolinhos de berinjela feitos na Mercearia do Conde.
 
INGREDIENTES

- 3 fatias de pão forma integral
- 2 fatias de queijo de cabra tipo chevrotin ou frescal
- 1 colher de sopa de molho tomate concassé
- Meia abobrinha cortada bem fina em rodelas e temperadas com azeite, manjericão e uma pitada de alho
- 3 folhas de agrião.


PREPARO
Grelhe as rodelinhas de abobrinha. Monte o sanduíche com três fatias. Passe o molho no pão, coloque o queijo, a abobrinha grelhada e o agrião. No outro pão, coloque o molho de tomate, o queijo, a abobrinha grelhada e feche. Corte ao meio e espete um palitinho.

GASPACHO E SANDUÍCHE DE PRESUNTO SERRANO E QUEIJO MANCHEGO
chef Marcela Tiradentes, da Adega Santiago

Gaspacho e sanduíche de presunto serrano e queijo manchego, da chef Marcela Tiradentes, do Adega Santiago.
 
INGREDIENTES

- 20 ml de azeite
- 1 kg de tomates maduros e firmes, sem pele e sem semente
- 1 talo de salsão
- 10 gotas de azeite de alho
- 200 g de maçã-verde picada, sem casca e sem semente
- 1 pitada de açúcar
- 20 ml de vinho branco

PREPARO

Bata todos os ingredientes no liquidificador, tempere a gosto e coe. Reserve na geladeira.

FINALIZAÇÃO (para cada porção)

- 1 colher de sopa de amêndoas cruas laminadas
- 1 colher de sopa de cubinhos de maçã-verde, sem casca e sem semente
- 1 colher de sopa de pepino em cubo com pele
- Azeite extravirgem
- 1 colher de sopa de tomate concassé

Coloque o gaspacho bem gelado em um recipiente. Finalize com legumes e frutas picados, um fio de azeite e as amêndoas laminadas.


 SANDUÍCHE DE JAMÓN SERRANO E QUEIJO MANCHEGO
INGREDIENTES
- 1 pão francês
- 6 fatias de queijo manchego
- 6 fatias de jamón serrano (tipo de presunto espanhol)
- 1 fio de de azeite

PREPARO

Abra o pão ao meio e regue com azeite. Recheie com presunto serrano e queijo manchego.
A reportagem acima foi publicada pelo jornal "Folha de São Paulo" em 08 de setembro de 2011, no caderno Comida.
Reportagens, fotos e créditos: fotos de Carlos Cecconello da Folha Press; reportagem de Juliana Cunha.