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HORA CERTA - HORA DE BRASÍLIA

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Memória: Do caviar à barra de cereal!



Houve um tempo, entre os anos 50 e 70, que viajar de avião era sinônimo de conforto e bem-estar, com requintes como cascatas de camarões durante as refeições, champanhe à vontade e iguarias do mar do norte. A tripulação e os passageiros vestiam-se como se fossem a um baile de gala. Vivia-se uma época de luxo, ouro sobre azul. Atualmente, as companhias apostam em travessias mais baratas e incrivelmente mais insossas. Algumas aboliram até o lugar marcado, outras desistiram dos clássicos travesseirinhos: Por que, afinal de contas, os anos de ouro da aviação são coisa do passado?


Texto de Silvio Ferraz para a revista Época - Negócios


É verão. Meu pai chega no meio da tarde. Veste um terno de lã risca de giz. Acho estranho. Mais ainda quando minha mãe desce num "tailleur" e de chapéu na cabeça. É enterro, penso. Não é. Partem para Nova York num hidroavião da Panair e permanecerão a bordo por dois dias e meio, enfrentando três escalas até aterrissar no aeroporto de La Guardia, a 13 quilômetros de Manhattan. A cena ficará gravada em minha memória pelos 50 anos seguintes, eu, menino morador da Urca, plantada no pé do Pão de Açúcar, fascinado pelos Douglas DC3, os Curtiss Comander, os Scandia que decolam do Santos Dumont quase em frente à minha casa. Mais tarde subiriam os Avro turboélices, o Viscount inglês do presidente Juscelino Kubitschek. Uma festa nos ares. A era de ouro da aviação. Voar é chique, muito chique. E muito, muito caro.

Em 1939, a Pan Am cruza o Atlântico pela primeira vez, num vôo Nova York-Londres, levando, em seu hidroavião Boeing 314, vinte e dois passageiros que desembolsam US$ 675 por um assento - o equivalente hoje a US$ 5 mil. Mas, quem pode, paga sem chiar e recebe um tratamento cinco-estrelas. Não existe classe executiva. Da primeira fila, na primeira classe, à última, na turística, serve-se um democrático champanhe francês a todos os passageiros antes da decolagem, ou a primeira dose de uísque escocês, se assim o desejarem. Aeromoças sorridentes, com os cabelos numa banana, acendem as finas e longas piteiras de madames e cavalheiros. Depois da ceia suculenta, o comandante desfila em seu jaquetão azul-marinho com listas douradas nas ombreiras, indagando pelo conforto e antecipando despreocupadamente, quem sabe, uma pequena turbulência sobre os Açores. Refestelado no assento largo e fofo, distante quase 1 metro da poltrona da frente, o passageiro é, sem dúvida nenhuma, um rei.

Toque feminino:Em 1959, o jato 707 Clipper da Pan Am servia de cenário para reportagens de moda em revistas femininas
  
A indústria da aviação cresce de forma vertiginosa. Com ela, multiplica-se o número de passageiros, aviões e rotas. A Pan Am já é o segundo logotipo mais conhecido em todo o mundo, pintado nas caudas dos seus Clipper, só perdendo para a Coca-Cola - a grande almôndega, como o logo é chamado nos aeroportos. Lá começa a glamourização da tripulação, quando o presidente da empresa troca os macacões de vôo dos pilotos e manda desenhar por grifes prestigiosas os uniformes das aeromoças. As rotas se multiplicam na cola da euforia deflagrada com uma grande vitória, a travessia do Pacífico em 1934, feita pelo China Clipper. Cinco anos depois da lendária viagem de São Francisco a caminho das Filipinas, num épico vôo de sete dias e quatro escalas, a indústria não pára. Os engenheiros da Loockheed projetam um dos mais elegantes modelos já surgidos até hoje: o Constellation. Com o perfil de um tubarão, três lemes na cauda, quatro motores, apelidado de Connie por pilotos e mecânicos, deslumbra a fina flor do high society. O playboy Jorginho Guinle, que voa sem parar, descreve-o como "um avião único, de formas curvas, voluptuosas como o corpo de uma mulher". Cada qual vê o que lhe parece. Mas a sua fama de quadrimotor não dura muito. "É o melhor trimotor do mundo", debocha a turma do meio aeronáutico, já que um dos motores freqüentemente se cansa de trabalhar. A Loockheed não se conforma: aperfeiçoa o Constellation e o transforma num Super Connie, 5 metros mais longo, motores mais potentes e capacidade para transportar 109 passageiros. É um sucesso.

Juscelino Kubitscheck: Em todo o mundo, a riqueza do requintado transporte marítimo migrava para os ares.

O Super Constellation aterrissa no Brasil em meados dos anos 50 esbanjando luxo e charme. A Panair e a Varig, nascida 20 anos antes, são as donas dos ares. Bares a bordo, pequeno restaurante, carrinhos de bebidas, champanhes espocando. O sonho do barman do Plaza. Em todo o mundo, a riqueza do transporte marítimo começa a migrar para os ares. Os comandantes dos grandes navios reduzem inexoravelmente a marcha de seus motores e as orquestras de bordo começam a silenciar. É uma nova era. Em 1959, ao completar 30 anos, a Panair já contabiliza 5 mil travessias do Atlântico e voa para mais de 70 cidades, de Beirute a Santiago, com uma malha de cobertura de 110 mil quilômetros.

Varig, 1958: O luxo interno das novas aeronaves da companhia gaúcha parece desmentir uma máxima criada pelo poeta e compositor Vinicius de Moraes, que tinha medo de avião: "O bicho é mais pesado que o ar e o motor, a explosão. Não pode dar certo".

Chegam os anos 60. O zumbido das hélices é substituído pelo ronco dos reatores. O avião a jato é uma realidade irreversível. Na Base Aérea do Galeão, de onde partem e chegam os vôos internacionais, subo as escadas do DC8 da Panair para minha primeira imersão em Paris. Tenho 20 anos e encaro, maravilhado, as 14 horas de luxo e beleza que me separam da Europa. A classe econômica mais parece a primeira de amanhã. Champanhe Moët & Chandon, uísque, gim, martínis e sucos. Toalhas e guardanapos grandes de linho, talheres de prata. Vinhos franceses Bordeaux e Bourgogne, entrada e dois pratos à escolha do passageiro. Queijos, sobremesas, café, licores. Paulo Francis disse uma vez a Sérgio Augusto que a maioria dos jornalistas é jeca. Acham vinho rosé o fino e só comeram patê aos 25 anos. Comigo, ele quase acerta. Degusto meu primeiro patê francês a 10 mil metros de altitude, nas asas da Panair.

Refestelado no assento largo, distante um metro da poltrona da frente, o passageiro era rei. Imagina o serviço de bordo...

A empresa, a propósito, é um lar para os brasileiros. Seus escritórios em Londres, Paris ou Istambul são muito mais acolhedores que embaixadas e consulados. E, certamente, mais eficientes. "Perdeu o passaporte? Melhor falar com o gerente da Panair", é o conselho ouvido com freqüência. É claro que ele não emite um novo, mas intervém no caso com o cônsul-geral. Doença grave? O gerente seleciona duas poltronas na primeira classe e as isola com uma cortina para que ninguém incomode o doente. E não se cobra um níquel por isso. Numa época em que os jornalistas mandam despachos para as sedes pelo teletipo da Western Union, o que é caro, as matérias dominicais mais extensas são gentilmente levadas pelos comandantes. Coisas da Panair. A empresa é uma extensão do Brasil bossa-nova que nascia aos acordes de violões dissonantes. Logo recebe dois elegantes e silenciosos jatos franceses, com turbinas na cauda, os Caravelle - que desfilarão em rasante sobre as ondas de Copacabana. Mais dois anos se passam na tumultuada cena brasileira. Chegam os militares em 1964, implantam sua ditadura e logo apagam as luzes da Panair. Alegam catastrófico estado financeiro, cassam as linhas nacionais e internacionais da empresa, fecham lojas e escritórios, cedem os aviões para a concorrente. Acabou-se o que era doce, quem voou regalou-se.

Restaurante cinco-estrelas: Um casal de turistas americanos janta a bordo de um Martin Clipper da Pan Am em 26 de outubro de 1936, no primeiro vôo transatlântico com serviço de refeição com pratos preparados por chefs de renome.

Mas, mesmo no auge da crise, nenhum passageiro fica em terra. Voam nos horários previstos, para os destinos estampados nos bilhetes, Paris ou Frankfurt, levados pelas asas da nova estrela: Varig, Varig, Varig, inesquecível jingle criado pelo então publicitário José Bonifácio de Oliveira, o Boni. Voar de Varig é voar de Boeing 707, o maior avião a jato da época. Fundada em 1927 com o solitário hidroavião Atlântico, com capacidade para nove passageiros, a Varig era um sucesso - transportara 652 corajosos passageiros e voara 210 horas já em seu primeiro ano. Seus fundadores tinham percebido que o padrão Panair dava certo, tocava o coração dos brasileiros. Trataram de copiá-lo e aperfeiçoá-lo, criando o "padrão Varig", ou "Varig, forma elegante de voar". Deu certo. Ao completar 75 anos, já tinha transportado 210 milhões de passageiros.

Quem não voou pela Varig? Todo mundo voou. Do papa João Paulo II à peituda Jayne Mansfield, de Louis Armstrong a Pelé. De Juscelino Kubitschek, que dormia a bordo de pijamas listados, a John Kennedy. De Brizola a Ernesto Geisel. De Jango a Nixon, passando por Elis Regina e Salvador Dalí. Até Vinicius de Moraes, morto de medo, ironizava, mas voava: "O bicho é mais pesado que o ar e o motor é a explosão. Não pode dar certo". A essas alturas, a classe econômica já não é mais aquela. As poltronas encolheram, estão pertinho da fila da frente. Mas o serviço de bordo continua impecável. Na primeira classe, o embaixador Hugo Gouthier, por exemplo, regressando de Paris, vai ao banheiro. Tem pressa. Meio adormecido, puxa o cinto e faz pipi calças abaixo. Enrola-se num cobertor (aquela mantinha que milhões de brasileiros levaram para casa, discretamente) e fica macambúzio. O chefe de cabine tranqüiliza-o. No problem. O pessoal de terra da Varig manda um portador à casa do embaixador pegar um par novo. Enquanto os passageiros descem, as calças sobem. Coisas da Varig.


O economista gaúcho Sergio Prates foi um dos maiores responsáveis pela mordomia que tanto contribuía para o sucesso da Varig - mas, com modéstia, afirma que o criador do "jeito Varig de voar" foi seu mítico presidente Ruben Berta. No Super Constellation, que levava 23 horas de Porto Alegre a Nova York, o desafio era distrair os passageiros como se eles estivessem jantando no elegante Tour d'Argent parisiense. Os modelos de Sergio eram a Air France e a Swissair. Saiu à procura de um chef famoso. Achou, em Lisboa, o russo Leon Berezanski. Foram montadas cozinhas no Rio, em Porto Alegre, São Paulo, Recife e Belém. "Para os vinhos, vali-me dos préstimos de nosso gerente em Nova York, um sommelier de mão-cheia, Hans Reuch (atual vice-presidente da cadeia Marriott)", diz Prates. "Ele acompanhava as safras e, na hora da colheita, partia para Bordeaux e a Borgonha, onde comprava os tintos, e para as margens do Reno, onde comprava os brancos." Os vinhos saíam a bons preços, já que a Varig comprava toda a safra do escolhido, e lá os deixava estocados. O resultado desse esforço foi premiado em 1979: a Varig foi eleita a empresa com o melhor serviço de bordo do mundo.

A classe turística, nos idos dos 80, já se distancia anos-luz da primeira - decorrência do nascimento da executiva. Se na frente bebe-se à vontade vinho francês, lá atrás é Forestier mesmo e ponto final. Uma vantagem é que não há overbooking. E, às vezes, ainda pinta um upgrade. Viajei quatro vezes na primeira. Duas por simpatia, duas porque não havia lugar na turística. Participei de verdadeiras paradas gastronômicas. Caviar Beluga às colheradas, com garrafa de vodca mergulhada em um bloco de gelo. Cascatas de camarões enormes de Santa Catarina. Dizem que tudo o que é bom dura pouco. No caso da Varig, o dito não se aplicou. Durou 75 anos. Hoje, os tempos são de cumulus nimbus. Sai caviar, entra barrinha de cereal.

Bom exemplo: As principais companhias de aviação do mundo inspiraram-se nos serviços criados pela Pan Am nos anos 50, a primeira a oferecer lanches e refeições quentes

A Gol comprou a Varig. E a TAM vai disputando, na rabeira, as linhas internacionais. Vamos e venhamos: nos anos dourados, pouca gente viajava, e esses poucos pagavam muito. Hoje, viaja-se muito mais e paga-se muito menos. A liturgia do vôo também foi para o brejo. Voa-se de bermudas, sandálias Havaianas e até camiseta "mamãe, eu sou forte". As poltronas são exíguas - obesos não entram. Nos vôos longos, os pés incham e finge-se ir ao banheiro só para se exercitar. Copos e talheres de plástico são debitados ao terrorismo.

Como um hotel: No Boeing Stratocruiser da Pan Am havia espaço para toucador feminino, beliche para crianças e, no porão, vasta sala para drinques.

Os executivos das empresas explicam que, com os preços do combustível nas alturas, tornam-se impossíveis os luxos do passado. As empresas americanas, de modo geral, vão mal das pernas - ou das asas. Perderam nada menos de US$ 10 bilhões em 2005. Para compensar as perdas, perdem também a compostura. A Northwest cobra US$ 1 pelo refrigerante. Ela e a American Airlines deixaram de servir porções de salgadinhos, ainda que miseráveis. Um assento na saída de emergência, com mais espaço para as pernas, custa entre US$ 24 e US$ 99 a mais na United. A Air Canada foi ao extremo: aboliu o lugar marcado, agora é na base do ônibus. A maioria das empresas sepultou a distribuição das bolsinhas com kits de toalete e, cúmulo do absurdo, baniu os travesseirinhos. A Air Canada contorna a questão cobrando US$ 2 de quem quiser um. "Economizamos US$ 600 mil anuais deixando de distribuir travesseiros", diz Tim Wagner, porta-voz da AMR Corporation American - a maior de todas -, holding da American Airlines, com 697 aviões, e da Eagle, com 306. Seus executivos raspam o pires. No primeiro trimestre deste ano conseguiram o lucro de US$ 81 milhões, embora a cotação das ações tenha caído.

Corredores livres: Em um dos derradeiros passos inovadores na busca de ambientes mais confortáveis nos jatos, a Pan Am reforma o interior do 747, em 1970, para oferecer 10% a mais de espaço nos corredores. Tripulação e passageiros comemoram.

Nos balanços, nuvens negras para as companhias aéreas, não há dúvida. Para a indústria aeronáutica, o sol brilha. O gigantesco Airbus 380 para até 800 passageiros em dois andares, nova sensação, já recebeu 156 encomendas, ao custo de US$ 290 milhões cada um. E o passageiro, nesse imbróglio, como é que fica? Ele, que um dia já foi rei, ainda vai viajar em pé. Vai mesmo. A patota da Airbus elabora outro projeto: vender lugares em pé na classe econômica. As poltronas serão substituídas por apoios verticais, com cintos de segurança. O aparato ocupará 63 centímetros, diante dos 77,5 das atuais poltronas. Legalmente, nada os impede, desde que a segurança esteja garantida. Mas quem precisa de segurança nas galés? É só pão e água. Chibatadas, não, pelo amor de Deus.
O lema da principal companhia brasileira era claro: "Varig, forma elegante de voar".



Bibliografia pesquisada e citada:

Ferraz, Silvio.  "Do caviar à barra de cereal". Época Negócios. São Paulo: Editora Globo, 2007, maio.  

segunda-feira, 25 de julho de 2011

British Airways volta-se para o público britânico para criar cardápios, filmes e pinturas de arte para as aeronaves



Após a realização de iniciativas por companhias aéreas como a Air New Zealand, Emirates e Cathay Pacific, através de pesquisa de campo, os desejos dos clientes foram transformados em produtos reais, tais como elementos de cardápios de bordo e os kits de conforto de amenidades, agora  a British Airways lançou uma campanha de criação que durará até o início dos Jogos Olímpicos de Londres de 2012 com o slogan "We can help your talent fly", ou traduzindo, "Nós podemos ajudar a que seu talento decole".




British Airways "Great Britons"

Como parte da campanha "grandes britânicos, lançado em 2009, a British Airways está convidando chefs de cozinha aspirantes, roteiristas e artistas para apresentarem as suas ideias para cardápios de bordo, filmes de bordo e design de aeronaves. O vencedor de cada categoria, como por exemplo, o de gastronomia, receberá conselhos e passará a ser especialista com a supervisão do grande chef Heston Blumenthal. No caso das filmagens, o ator Richard Grant será o responsável pelas dicas e na parte artística, contará com o artista Tracey Emin que ajudará a desenvolver as idéias dos participantes.



O vencedor na categoria de alimentos irá produzir um menu, em cooperação com o chef Heston Blumenthal, que serão servidos nos vôos da British Airways à bordo, durante o período dos Jogos; O vencedor na categoria da produção de filmes receberá orientação do roteirista, ator e diretor Richard E. Grant, para escrever um curta-metragem. A produção final será transmitido a bordo dos voos BA no período que antecederá aos Jogos, e será apresentado no pré-show da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. Na categoria de arte, Turner Prize nomeado artista e acadêmico da Real Tracey Emin irá orientar o vencedor que irá produzir peças de arte que serão pintadas e expostas em doze aeronaves da British Airways.
O projeto "British Airways grandes britânicos" está aberto a todos os britânicos com idades a partir de 16 anos que será encerrado amanhã, dia 27 de julho de 2011. O julgamento terá lugar no mês de Agosto de 2011 e o vencedor de cada categoria será anunciado no dia 21 de agosto de 2011. Um painel de juízes, incluindo Blumenthal, Grant e Emin, juntamente com o BAFTA, The Royal Academy of Arts and Taste Festival, irá selecionar uma lista de finalistas com base nas entradas. Eles serão julgados através de critérios que incluem criatividade, paixão, experiência e talento.



A KLM, a Estonian Air e a Alaska Airlines
 
A British Airways não é a primeira companhia aérea que está, atualmente, executando uma campanha de co-criação. A KLM acaba de lançar o programa intitulado "Idéias Luminosas" ou "Bright Ideas" em sua página no Facebook, pedindo a seus seguidores que citem idéias novas ou que compartilhem a sua opinião sobre novos produtos e serviços da KLM.
A Estonian Air lançou uma campanha similar chamada "My Estonian Air", em que pedia ao público que lançassem idéias para desenvolver ainda mais a companhia aérea: Informa o diretor da empresa, Tero Taskila que logo no primeiro dia da promoção, a empresa recebeu centenas de comentários e propostas logo no primeiro dia. Os comentários e idéias variaram desde de sonhos de voar na empresa aos pedidos simplistas, como a permissão de transportar um coelho de estimação da família na cabine da aeronave. Surpreendentemente, todos os comentários são positivos e construtivos, ao invés das queixas, complementa o diretor.


Comissária da Estonian Air
  
Serviço de bordo da Estonian Air: Salada com queijo feta e bolo de chocolate.

Serviço de bordo da Estonian Air: filé de frango, talharim italiano com molho ao sugo, brocolis e cenouras ao vapor e biscoitos (cookie).
 
  
Serviço de bordo da Estonian Air: lombo de porco ao molho cremoso de queijo, batatas assadas, legumes evaporados e biscoitos (cookie).
  
A Alaska Airlines no entanto, recentemente divulgou um projeto de pintar as cores do uniforme do time de futebol americano, ‘Portland Timbers’, de Portland, nos Estados Unidos, onde a Alaska Airlines é patrocinadora da equipe, em uma de suas aeronaves. O projeto vencedor foi selecionado entre aproximadamente 500 candidatos.




Sites para pesquisa:


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Iberia, o primeiro restaurante do mundo com oito estrelas...



A história da Iberia, Linhas Aéreas da Espanha, tem sido acompanhada por grandes mudanças econômicas, políticas, sociais e culturais. Ano a ano, década a década, a Iberia cresceu paralelamente aos momentos transcendentais vividos na Espanha e no mundo.

 Com o passar do tempo, a empresa aérea atualizou seus atendimentos e assistência a bordo, com maior satisfação, progressivamente, entre seus clientes. Um dos serviços fundamentais empregados foi à oferta gastronômica.







Acima, exemplos dos excelentes cardápios servidos na classe "Business Plus" da Iberia que aborda seleções de carnes, pescados, frango e massas, além do "cordero español con patatas" visto na penúltima foto. Cortesia Iberia.

 
Com variedade e exclusividade, os alimentos a bordo dos aviões da Iberia foram evolucionando, dentro das limitações que o meio oferece até converter-se em um verdadeiro prazer para o paladar. Nos últimos anos, a importância da cozinha, no geral, saboreou uma forte eclosão.

Bandeja clássica da classe econômica, servida na empresa nos anos 80.



 Nas duas fotos logo acima, vemos que a Iberia também aplica a modernidade de sua rica gastronomia espanhola aos clientes da classe turista da empresa.

Nomes prestigiosos, como os chefs Sergi Arola ou Ferran Adrià e agora com seus novos chefs, Paco Roncero, Dani Garcia, Ramón Freixa e Toño Perez, ou empresas reconhecidas como a Gate Gourmet, Fast Good ou TodoVino colocam, junto a Iberia, seu selo de qualidade.
Elaborar um cardápio, ocupar o tempo necessário para preparar um bom prato e, apresentar as melhores receitas junto a um seleto cardápio de sobremesas e vinhos é toda uma arte que é necessitada atualmente como um dom todo especial. Mais ainda se, a idéia é de servir as receitas a bordo de um avião.



Paco Roncero, Dani Garcia, Ramón Freixa e Toño Perez, são desde junho último, os novos chefs gastronômicos para a Iberia.

Serviço de oferta de pães variados.

"Open-bar" aberto durante todo o voo na classe Business Iberia. Seleção de sanduíches, frutas, iogurtes e bebidas.


Respondendo a esta necessidade, a Iberia escolheu desde que começou a oferecer refeições a bordo no ano de 1946, as opções mais inovadoras possíveis em cada momento.
Uma caixinha de papelão com frango frito, “tortilla” espanhola, ovos cozidos e um bombom, eram oferecidos aos clientes logo nos primeiros voos de longa distância, quando a Iberia incorporou o serviço de cardápios à bordo. Esta novidade coincidiu com a introdução da figura das comissárias de voo, que chegaram para atender ao passageiro durante as longas horas dos trajetos das viagens.
Com o passar do tempo, é introduzido um novo conceito de gastronomia a bordo dos voos da Iberia. Os primeiros pratos quentes chegaram em 1947.

A alta gastronomia na Business Plus Iberia introduziu a figura do cozinheiro a bordo de seus aviões já na década dos 50.
 

Acima, um dos primeiros cardápios de bebidas oferecidos pela Iberia em seus voos intercontinentais.



Acima, dois exemplos clássicos de propagandas da Iberia.

Acima, selo comemorativo dos 50 anos da empresa. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, a empresa voou muito com os DC-8 (El Gigantón) e os clássicos DC-10-30.

As rotas que se destinavam de Madrid à cidade de Buenos Aires, na Argentina, lançaram ambos os serviços, com auxiliares de voo - atualmente na Ibéria como TCP (Tripulante de Cabina de Pasajeros) – que ofereciam pratos frios e, um ano depois, contava-se com refeições quentes a bordo.
Para isto, a Iberia contratou, na década dos anos 50, restaurantes como o Molinero, na Gran Via em Madrid ou, o restaurante Alcoceba perto de sua atual sede na Calle Velázquez, também na cidade de Madrid.
Tratava-se dos primeiros estabelecimentos, os pioneiros, em cozinhar para os primeiros clientes da Iberia.

Além disso, nos trajetos iniciais à América Latina realizava-se uma escala inicial em Villa Cisneros, um antigo território espanhol no Saara, lugar este que possuía alojamentos e restaurantes para os clientes da companhia aérea.

Comissárias da Iberia nos anos 60. Atrás, um DC-8 que realizava os voos intercontinentais da empresa.

Apresentação dos novos uniformes da Iberia nos anos 80.

Tripulante Iberia servindo ao seu cliente. Final dos anos 60.

A Iberia era conhecida nos anos 80 como a empresa que servia grandes "best-sellers" à bordo aos seus clientes. Atualmente, é servido uma ampla gama de jornais e revistas espanholas e internacionais.

Tripulação da Iberia atualmente. Atrás um Airbus A340.

Novos ares culinários
O desenvolvimento da tecnologia teve seu auge na indústria hoteleira e, também, em gerar novas possibilidades a bordo dos aviões. Assim, os aviões da Iberia possuem um design interessante em seus cardápios da Business Plus Intercontinental.


Sobremesas deliciosas e premiadas são servidas à bordo nas refeições oferecidas pela Iberia. A Iberia, através do seu serviço de catering quer trazer aos seus clientes uma experiência única e inesquecível.



Tripulantes da Iberia nos anos 70.
Em tempos remotos, nos voos longos, havia tempo mais do que o suficiente para proporcionar um serviço “à francesa” no que os tripulantes de cabine preparavam os pratos em frente ao cliente e conforme o seu pedido e escolha, como se tratasse de um restaurante propriamente dito. Também variaram as formas de apresentação dos cardápios da Iberia ao longo do tempo, passando da caixinha de papelão inicial, que os passageiros colocavam em seu colo sobre uma manta oferecida pela Iberia, a uma bandeja incorporada na mesinha reclinável do assento.


Por outra parte, desde que a Iberia começou a estender sua rede até hoje, momento no que conta com uma centena de destinos localizados em mais de 40 países, a empresa teve muito em conta que transporta um grande potencial de clientes de diferentes índoles, com culturas diversas e tradições gastronômicas muito arraigadas segundo o lugar de procedência. Segundo esta teoria, algum incidente pode jogar uma estranha passada em certos momentos. Por exemplo, viajando atrás no tempo, se conta uma anedota em que a companhia oferecia angulas a final dos anos 50 quando uns turistas recusaram a comida com o pretexto de “não comer lombrigas”.

Sem “lombrigas” à vista, mas sim com lagostas, filet mignon e merluza, entre outros pratos, Iberia contrasta agora seus pratos com guarnições atrevidas e sugestivas, como costelas de porco com cebolinhas, doce de marmelo e pinhões (pignoli) ou também um mero negro com crestas de galo confitados em caldo de carne com trufa. Tudo isto incluído na nova fase de desenho de menus de longos trechos para clientes Business Plus.



Serviço de café completo que a Iberia serve aos seus clientes.



Bon appétit!
Há mais de 80 anos depois… as mudanças são abismais a todos os níveis, sob grande medida, pelo desenvolvimento da técnica e dos avanços tecnológicos: uma poltrona de grandes dimensões reclinável até converter-se em cama, um sistema completo de entretenimento, comunicações a bordo… e la crême de la crême: café-da-manhã, merenda ou jantar. Faz cinco anos, a Ibéria quebrava moldes no seu catering de bordo contratando um a um chefs de cozinha mais premiados dos últimos tempos, como por exemplo, Sergi Arola. A transformação dos cardápios da classe Business Plus adquiriu rapidamente “status” de alta gastronomia. Atualmente, a Iberia dá uma nova reviravolta a seu serviço gastronômico e embarca a bordo quatro cozinheiros espanhóis, titulares de oito estrelas Michelin para ser responsável pela sua cozinha: Paco Roncero, Dani Garcia, Ramón Freixa e Toño Perez (que serão os próximos protagonistas de nossas reportagens que enfocam os chefs de cozinha nos ares.

Business Plus Iberia: Poltronas que viram camas.

Sala-Vip Iberia "Dali" em Madrid.


Buffet da sala Dali da Iberia em Madrid.


Modernismo na sala vip da Iberia no aeroporto de Londres/Heathrow.


Recinto de reuniões na sala vip da Iberia em Londres.




Acima, exemplos de pratos servidos nas salas-vip da Iberia: Bon Appetit...!!!

Por sua parte, a empresa que colabora com a Iberia, TodoVino, também tem um papel importante ao desvelar os sabores e peculiaridades dos melhores vinhos espanhóis. Selecionados com uma cata realizada a 30.000 pies de altura - porque as condições variam de fazê-lo em terra–, Iberia oferece uma carta completa com a colaboração também de um dos principais especialistas de vinhos da Europa, Custodio Lopez Zamarra.

Acima, Custódio L. Zamarra, o especialista de vinhos da Iberia e a empresa colaboradora pela aquisição de vinhos da empresa. A Iberia é reconhecida mundialmente como a melhor adega de vinhos do mundo nos ares...



Novos chefs, novos desafios...

Oito Estrelas e doze Soles trabalharão durante os próximos dois anos em um novo conceito de gastronomia a bordo, distanciado de tópicos e consagrado ao melhor produto espanhol...


“Trocar o atual modelo de cozinha a bordo” é o objetivo que se propôs a companhia aérea e o fará através de um comitê culinário de elite formado pelo madrilenho Paco Roncero (alma mater da La Terraza del Casino), o catalão estabelecido em Madrid Ramón Freixa (a frente de Ramón Freixa Madrid), o estremenho Toño Pérez (de Atrio) e o malaguenho Dani García (chef do restaurante Calima em Marbella), que aportarão seu talento à nova cozinha da Iberia. Cada um deles tem duas Estrelas Michelín e três Soles na Guia Repsol.




Originários de quatro comunidades autônomas (Andaluzia, Catalunha, Estremadura e Madrid) e cada um deles com seu estilo único e pessoal, porém todos com um grande empurro e experiência, os máximos representantes da alta cozinha espanhola já trabalham com os cotovelos em uma nova proposta gastronômica para as classes Business de Iberia que nasceu desde o dia 1 de junho nos voos intercontinentais e, mais adiante, em todas as viagens nacionais e internacionais.


Os chefs no laboratório de experiências.

A troca será paulatina e avançará em direção a um modelo diferente, mais adiante do cardápio de massa, carne e pescado e de acordo com as exigências do público atual. Uma oferta pensada para surpreender ao viajante, baseada nas excelências da dieta e da dispensa mediterrânea e adaptada à maneira de comer do século XXI que, como reza o slogan da campanha, converterá o avião da Iberia no “único restaurante do mundo com oito estrelas”.


 
O valor da matéria prima




Iberia se converte na primeira companhia aérea, não somente da Europa se não mundialmente, que se preocupa por romper definitivamente com a idéia de que não é possível comer bem em 30.000 pés de altura. Para isso contratou por um mínimo de dois anos, não ao habitual chef executivo, se não a quatro assessores gastronômicos que somam um total de oito estrelas Michelin e doze soles na Guia Repsol, entre outras distinções.




Conscientes das limitações logísticas do avião, os quatro cozinheiros estudam a maneira de fazer chegar a poltrona uma proposta culinária capaz de fazer viver uma experiência realmente Premium a um viajante que já conta com todas as comodidades e serviços para uma viagem de autêntico prazer. E todo aponta a que a chave do sucesso será a escolha e a apresentação da melhor matéria prima espanhola. A seleção se fará através de cartas com Jurados formados, basicamente, pelos quatro cozinheiros.




Desde o último mês de junho, os chefs desenharam conjuntamente um novo cardápio de pratos quentes para a que levaram em conta “desde os ingredientes que melhor se adaptam ao voo até os pontos de cocção idôneos, para que o produto sofra o menos possível no seu traslado, desde o catering onde se elaboram os pratos até a galley da aeronave”.

Outros serviços IBERIA:

Tripulação comercial da Iberia.

Excelente propaganda no desembarque de bagagens no Aeroporto de Fortaleza.


Serviço de acompanhamento de menores que a Iberia dispõe.

Tripulante descendo as escadas de um MD-80 já retirado pela empresa.

Atendimento de check-in no aeroporto de Madrid-Barajas.


Um dos milhares informativos de voos localizados no T4 em Madrid.


Comissário da Iberia oferecendo jornais aos seus clientes.


Funcionária do check-in da Iberia, oferecendo um cartão de embarque.


Fonte e crédito das fotos: Iberia e Todovinos.com